27.8.09

a noite abrir-nos-á



(fotografia de eugenio recuenco, retirada daqui)


14.

quando o espírito deixa de ser espírito,
nada mais resta senão a roda,
os olhos de invasão lunar:

gérmen, pedra, saliva de dedos
em areia de pó.

jorge vicente

2 comentários:

isaias de faria disse...

o universo parece estar sempre a rodar. mas sabemos pouco sobre tudo. hermético seu poema, mas todo poeta se entende. abraço, isaias

jorge vicente disse...

toda a roda se entende :)

Um grande abraço, camarada!
Jorge