a noite abrir-nos-á

(fotografia de thomas ruff, "untitled (from the nudes series)", 2001)
(dedicado a richard e nancy murrian)
não há poema que perturbe o grito amarelo-branco-suave, o que tenho debaixo da pele, o que os meus pais e os pais antes deles disseram através das mãos. o amor é um canal, uma flor enxuta e despida, já sabes que o teu nome tem apenas uma fenda entre os braços. e dois dedos a vomitar as neves.
jorge vicente



