26.6.09

as emoções



(desenho de adolf hiremy-hirschl, "study of a despairing female nude", s/d)


"Também é curioso reconhecermos as emoções como única característica comum a todos os seres humanos. Um branco, um negro, um asiático, um índio, um cego, um surdo, um mudo, um paraplégico partilham as mesmas emoções. Através delas todos se conseguem facilmente entender. Um sorriso e uma lágrima não precisam de palavras. Um gesto de afecto também não.

Quando se vive apartado das emoções, vive-se num estado desumano. Somos o atirador dum fuzilamento no momento do disparo, uns mentais cumpridores de ordens. Quando somos só mente, somos máquinas. Quando vivemos as emoções tornamo-nos humanos. E é fácil constatar como um médico de ajuda humanitária acede a praticamente todas as emoções no desempenho da sua missão. Cuidando, curando e gerando vida." (1)

ishi


(1) ISHI - Karma e Reencarnação. Carcavelos: Angelorum, 2003. ISBN 972-8680-73-2. pg. 69

9 comentários:

gdec disse...

Blog belíssimo .
Posso linká-lo -será assim que se diz?- ao meu ?
Abraço forte
Geraldes de Carvalho

Manuel L. Rodrigues disse...

às vezes o feito de nao sentirmos a dor é o pior dos sofrementos do ser humano... a quem nao lhe aconteceu...

Um Poema disse...

....

Pois é Jorge, as emoções são, de facto, o âmago da humanidade. Calá-las, ou amordaçá-las, é abrir um espaço ao desumano.

Um abraço

tecas disse...

Verdade poeta Jorge Vicente...a emoção é... humanidade...é... sentir todas as sensações que de certa forma, forma ou transforma o carácter do individuo.
Beleza amigo poeta.
Bji amigo

FABIANA BORGIA disse...

Sim, o ser humano é feito de inteligência e emoções. Ou seria a própria capacidade de sentir a chave de toda inteligência humana? Abraços brasileiros.

jorge vicente disse...

claro que pode linká-lo, meu caro amigo!!!

grande abraço
jorge

jorge vicente disse...

é mesmo verdade, caro manuel...

um abraço desde portugal
jorge

jorge vicente disse...

e como estamos tão perto desse desumano...

grande abraço
jorge vicente

jorge vicente disse...

humanidade, sim. sublime humanidade.

um grande abraço, teresa
jorge