13.1.09

a fenomenologia do cancro

"A fenomenologia do cancro está cheia de imagens de culpa e retribuição e de promessas ao próprio e a outros de que, se houver recuperação, serão feitos sacrifícios, haverá uma mudança de atitudes e a vida será vivida como deve ser. A psicologia desse sacrifício relutante é muito diferente da do sacrifício voluntário.

Há momentos e épocas na vida de cada um em que o sacrifício genuíno da coisa mais apreciada é essencial para um desenvolvimento acrescido. Se esse sacrifício não for feito de boa vontade, ou seja, conscientemente e com total sofrimento consciente da perda, o sacrifício ocorrerá inconscientemente. Nessa altura a pessoa não estará a sacrificar-se pelo crescimento, mas será sacrificada por um crescimento falhado" (1)

a. lockhart


(1) LOCKHART, A. apud SIEGEL, Bernie S. - Amor, medicina e milagres. 1ª ed. Lisboa: Sinais de Fogo, 2004. ISBN 972-8541-47-3. pg. 180.

2 comentários:

Arabica disse...

Lembras-me o que tanto se afirma: que os lutos (sejam eles quais forem) são necessários, essenciais.


Sem eles, não haverá crescimento, amadurecimento, interiorização da vivência para a passagem para o "plateau" seguinte...

jorge vicente disse...

é, tal como acontece em biodanza e quando não conseguimos entrar em vivência por efeito de alguma dor física, sentir essa dor e não dispersar a nossa mente.

um grande beijinho
jorge