4.4.09

ben charles edwards, the town that boars me

uma grande surpresa, confesso. estava a pesquisar a biografia de sophie ellis bextor, uma cantora de dance pop do reino unido quando li que esta participou, no ano passado, numa curta metragem do fotógrafo ben charles edwards. pesquisei o filme, convencido de que não o ia encontrar, mesmo no youtube. felizmente, encontrei-o e foi uma agradável surpresa, se bem que o filme não seja o filme ideal para todas as pessoas: amantes de cinema mainstream, hollywoodesco, de pipocas última geração, guardai-vos:

este filme é um musical surrealista na linha do mítico (ou não) rocky horror picture show: kitsch, divertido, ousado, com óbvias referências à cultura pop. a ver.

The Town That Boars Me


jorge vicente

3 comentários:

alice disse...

uma boa páscoa, jorge. beijinhos*

Teresa David disse...

Eu gostei do filme e parte da música do Kurt Weill das peças do Brecht. Como vivi no meio do surrealismo grande parte da minha vida, até tenho um filho dum surrealista só me poderia agradar, e, não achei kitsch.
A minha Páscoa foi sózinha com os meus gatos a comer um folar, único doce de Páscoa que me permiti comer.
Tudo de bom para ti e bjs
TD

jorge vicente disse...

querida teresa,

a minha visão do kitsch não é de todo pejorativa. o universo de um cantor como manuel joão vieira é, por exemplo, muito baseado no kitsch. no entanto, tanto o maxime como as próprias criações musicais da banda dele têm altíssima qualidade (ele sabe bem o que faz). penso que este filme tem um não sei quê de universo kitsch, mas transcende-o, claro, como fazem os bons artistas.

um grande beijinho
jorge