11.9.11

max lang e jakob schuh, the gruffalo (2009)



(imagem do filme The Gruffalo, retirada daqui.)


Foi através de Rodolfo Sousa que descobri esta pequena pérola da animação, The Gruffalo. Este filme narra a história de um pequeno rato que pretende empreender uma grande viagem, em direcção ao paraíso das avelãs: um pequeno monte situado no extremo da floresta. Pelo caminho, vai encontrando os mais ferozes predadores e, para se salvar, começa uma inventar uma grande história: que conhece um animal mítico, mais feroz que todos os animais ferozes da floresta: o lendário "Gruffalo". Só que esse animal é apenas uma invenção. Ou não?

Vejam. Vale muito a pena. Eis o link: http://www.tudou.com/programs/view/csK3nk5HbBw/

Jorge Vicente

3.9.11

peter joseph, zeitgeist: moving forward (2011)



(imagem retirada daqui)


A primeira vez que ouvi falar do filme Zeitgeist foi através da escritora norte-americana D.M.Murdock. Murdock é a autora, entre outros, dos livros The Christ Conspiracy e Who Was Jesus: Fingerprints of the Christ. Foi a obra dela que serviu de referência para a primeira parte do original Zeitgeist, em que se punha em questão toda a estrutura religiosa do Cristianismo chegando mesmo a ser questionada a autencidade da existência de Cristo. Por outro lado, duvidava-se da veracidade do 11 de Setembro e lançava-se a hipótese de que o real causador da catástrofe foi George W. Bush. Na altura, tudo me parecia uma enorma bolha de conspiração própria de quem questiona tudo apenas pelo gozo de questionar, considerando todas as maleitas do mundo como uma conspiração dos poderosos. Atenção que não duvido de que George W. Bush foi um dos responsáveis indirectos [até pela ligação de anos à família de Osama Bin Laden] mas daí até organizar um ataque terrorista contra o seu próprio país vai uma grande diferença.

O filme Zeitgeist: Moving Forward é um pouco diferente: mais sóbrio, é uma reflexão profunda sobre a economia e sobre a saturação do modelo económico ocidental, baseado que está num sistema monetário gasto e pouco sustentável. Provavelmente, para muitos, será uma crítica sem pés na cabeça e baseada num modelo económico utópico e irrealista: a economia baseada nos recursos, desenvolvida nos anos 70 por Jacque Fresco. Mas a verdade é que um projecto só é utópico quando está na mente de alguém e não é transmitido para as pessoas. Muitas das nossas conquistas do presente foram utopias do passado até que alguém se lembrou de perguntar: será possível?

É.

Jorge Vicente

Link para o filme zeitgeist: moving forward: aqui

23.8.11

tad lumpkin e harold uhl, the american dream (2010)



(the american dream)


Conheci este filme através do músico norte-irlandês Dan Mulligan. É um filme de animação sobre o poder excessivo e insidioso dos bancos e sobre a sua influência na maior economia do mundo: a norte-americana. É um olhar bastante crítico e libertário da economia e reflecte um sentido de liberdade que é bastante característico do povo norte-americano.

Jorge Vicente

Link para o vídeo: aqui.

12.8.11

o conceito de informação



(pintura de pavel büchler, "modern paintings nº A31", 1999)


"[...] information policies deal with information. In spite of several attempts to define information as a resource, to attribute quantifiable values to it, or to explain it in an epistemological hierarchy of data-information-knowledge-wisdom, it remains an intangible enigma. Even though we can create, analyze, synthesize, store, sell, and distribute it, among other things, we cannot always discuss it cogently and without some degree of ambivalence or ambiguity". (1)

robert burger



(1) BURGER, Robert apud TERRA, Ana Lúcia Silva – As políticas de informação e de comunicação da União Europeia: uma leitura diacrónica e exploratória no âmbito da ciência da informação [Em Linha] Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2008. [Consult. 13 Apr. 2011 02.43]. Disponível em WWW: https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/11215/3/Ana%20Terra_tese.pdf pg. 115.

6.8.11

poema 32 de "hierofania dos dedos"



(pintura de mohammad ali talpur, "leeka 1", s/d)


32.

sente o olhar antigo
aquele que recebeste
quando renunciaste às
nuvens

sente os olhos acordarem
à medida que percorres as
paredes caiadas de um silêncio

talvez inquietante, talvez
demasiado lento, como se
o percorrer da chuva não

acabasse jamais e todo o
alentejo se prometesse nos
teus olhos serenos.

jorge vicente

4.8.11

"all i want" (joni mitchell)



(fotografia de leora laor, "image of light #3", 2003)


"I am on a lonely road and I am traveling
Traveling, traveling, traveling
Looking for something, what can it be
Oh I hate you some, I hate you some, I love you some
Oh I love you when I forget about me

I want to be strong I want to laugh along
I want to belong to the living
Alive, alive, I want to get up and jive
I want to wreck my stockings in some juke box dive
Do you want - do you want - do you want to dance with me baby
Do you want to take a chance
On maybe finding some sweet romance with me baby
Well, come on

All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you too
All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you
I want to talk to you, I want to shampoo you
I want to renew you again and again
Applause, applause - Life is our cause
When I think of your kisses my mind see-saws
Do you see - do you see - do you see how you hurt me baby
So I hurt you too
Then we both get so blue.

I am on a lonely road and I am traveling
Looking for the key to set me free
Oh the jealousy, the greed is the unraveling
It's the unraveling
And it undoes all the joy that could be
I want to have fun, I want to shine like the sun
I want to be the one that you want to see
I want to knit you a sweater
Want to write you a love letter
I want to make you feel better
I want to make you feel free
I want to make you feel free" (1)

joni mitchell


(1) retirado do cd de joni mitchell, blue (1971)

1.8.11

"novas babilónias" (carlos tê / hélder gonçalves)



(escultura de shilpa gupta, "don't steel my happyness", 2007)


"neste tempo de sucessos
de quedas e ascenções
para o topo dos topos
para o gelo dos copos
para a vala das gerações
novos Bogarts em velhas gabardines
novas Madonnas em velhas Marilyns
crestam lendas nos magazines
ao ritmo das ilusões

novas Babilónias
erguem-se do pó

e lê-se tudo em diagonal
e tudo chega a horas a Portugal
o comboio está agarrado
por fim o tempo está mesmo ao lado
já chegou o Desejado
e o sonho está normalizado
na suave proporção
de um para x elevado a um cifrão

novas Babilónias
erguem-se do pó

tudo é novo e velho num vaivém de espuma
tudo se refunde no brilho da bruma
e vós combatentes de guerras idas
contentes lambendo as mãos do rei Midas
Joanas, Joões de arcas perdidas
saltadores de fogueiras já ardidas
cinzas de cinzas de cinzas
benvindos ao império das coisas parecidas

novas Babilónias
erguem-se do pó" (1)

clã




(1) retirado do cd lusoqualquercoisa (1996) e daqui.