23.8.11

tad lumpkin e harold uhl, the american dream (2010)



(the american dream)


Conheci este filme através do músico norte-irlandês Dan Mulligan. É um filme de animação sobre o poder excessivo e insidioso dos bancos e sobre a sua influência na maior economia do mundo: a norte-americana. É um olhar bastante crítico e libertário da economia e reflecte um sentido de liberdade que é bastante característico do povo norte-americano.

Jorge Vicente

Link para o vídeo: aqui.

12.8.11

o conceito de informação



(pintura de pavel büchler, "modern paintings nº A31", 1999)


"[...] information policies deal with information. In spite of several attempts to define information as a resource, to attribute quantifiable values to it, or to explain it in an epistemological hierarchy of data-information-knowledge-wisdom, it remains an intangible enigma. Even though we can create, analyze, synthesize, store, sell, and distribute it, among other things, we cannot always discuss it cogently and without some degree of ambivalence or ambiguity". (1)

robert burger



(1) BURGER, Robert apud TERRA, Ana Lúcia Silva – As políticas de informação e de comunicação da União Europeia: uma leitura diacrónica e exploratória no âmbito da ciência da informação [Em Linha] Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2008. [Consult. 13 Apr. 2011 02.43]. Disponível em WWW: https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/11215/3/Ana%20Terra_tese.pdf pg. 115.

6.8.11

poema 32 de "hierofania dos dedos"



(pintura de mohammad ali talpur, "leeka 1", s/d)


32.

sente o olhar antigo
aquele que recebeste
quando renunciaste às
nuvens

sente os olhos acordarem
à medida que percorres as
paredes caiadas de um silêncio

talvez inquietante, talvez
demasiado lento, como se
o percorrer da chuva não

acabasse jamais e todo o
alentejo se prometesse nos
teus olhos serenos.

jorge vicente

4.8.11

"all i want" (joni mitchell)



(fotografia de leora laor, "image of light #3", 2003)


"I am on a lonely road and I am traveling
Traveling, traveling, traveling
Looking for something, what can it be
Oh I hate you some, I hate you some, I love you some
Oh I love you when I forget about me

I want to be strong I want to laugh along
I want to belong to the living
Alive, alive, I want to get up and jive
I want to wreck my stockings in some juke box dive
Do you want - do you want - do you want to dance with me baby
Do you want to take a chance
On maybe finding some sweet romance with me baby
Well, come on

All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you too
All I really really want our love to do
Is to bring out the best in me and in you
I want to talk to you, I want to shampoo you
I want to renew you again and again
Applause, applause - Life is our cause
When I think of your kisses my mind see-saws
Do you see - do you see - do you see how you hurt me baby
So I hurt you too
Then we both get so blue.

I am on a lonely road and I am traveling
Looking for the key to set me free
Oh the jealousy, the greed is the unraveling
It's the unraveling
And it undoes all the joy that could be
I want to have fun, I want to shine like the sun
I want to be the one that you want to see
I want to knit you a sweater
Want to write you a love letter
I want to make you feel better
I want to make you feel free
I want to make you feel free" (1)

joni mitchell


(1) retirado do cd de joni mitchell, blue (1971)

1.8.11

"novas babilónias" (carlos tê / hélder gonçalves)



(escultura de shilpa gupta, "don't steel my happyness", 2007)


"neste tempo de sucessos
de quedas e ascenções
para o topo dos topos
para o gelo dos copos
para a vala das gerações
novos Bogarts em velhas gabardines
novas Madonnas em velhas Marilyns
crestam lendas nos magazines
ao ritmo das ilusões

novas Babilónias
erguem-se do pó

e lê-se tudo em diagonal
e tudo chega a horas a Portugal
o comboio está agarrado
por fim o tempo está mesmo ao lado
já chegou o Desejado
e o sonho está normalizado
na suave proporção
de um para x elevado a um cifrão

novas Babilónias
erguem-se do pó

tudo é novo e velho num vaivém de espuma
tudo se refunde no brilho da bruma
e vós combatentes de guerras idas
contentes lambendo as mãos do rei Midas
Joanas, Joões de arcas perdidas
saltadores de fogueiras já ardidas
cinzas de cinzas de cinzas
benvindos ao império das coisas parecidas

novas Babilónias
erguem-se do pó" (1)

clã




(1) retirado do cd lusoqualquercoisa (1996) e daqui.

27.7.11

"sexto andar" (carlos tê / hélder gonçalves)



(imagem do filme de olga chernysheva, "windows" (2007)


"uma canção passou no rádio
e quando o seu sentido
se parecia apagar
nos ponteiros do relógio
encontrou num sexto andar
alguém que julgou
que era para si
em particular
que a canção estava a falar.

e quando a canção morreu
na frágil onda do ar
ninguém soube que ela deu
o que ninguém
estava lá para dar

um sopro um calafrio
raio de sol num refrão
um nexo enchendo o vazio
tudo isso veio
numa simples canção" (1)

clã


(1) retirado do cd dos clã, cintura (2007)

22.7.11

o processo da leitura



(fotografia de andré masson, "andré masson in his studio", 1976)


"A leitura é um processo de natureza interactiva que depende tanto do texto como do sujeito que o lê. Desdobra-se em procedimentos coordenados abrangendo operações de percepção, linguísticas e conceptuais, desenvolvendo-se mediante a aplicação contínua e simultânea de duas formas de processamento da informação, inversos e complementares, do âmbito da Psicologia Cognitiva: ascendentes/guiados por dados/indutivos (a leitura é de tipo linear, partindo exclusivamente do estímulo visual) e descendentes/orientados conceptualmente/dedutivos (parte-se do todo para as partes, aproveitando os «conhecimentos prévios» do leitor). No processo de leitura não intervêm apenas os sinais que compõem o texto mas também aspectos cognitivos, inclundo a memória e a razão com operações de indução e de dedução ou de análise e síntese. Da leitura deverá resultar o estabelecimento de conexões entre os diversos elementos textuais, integrando os conhecimentos prévios do leitor e a informação implícita e explícita no texto conduzindo, então, à compreensão textual. A compreensão implica algumas ideias-chaves: a noção de que compreender é integrar e interpretar, é criar significado; envolve processos ascendentes e descendentes; a profundidade do processamento textual aumenta a sua compreensão; a perspectiva adoptada pelo leitor condiciona a compreensão. De facto, a compreensão textual não é linear, já que o entendimento de um segmento de discurso depende do entendimento dos segmentos seguintes. A compreensão dos enunciados linguísticos envolve quatro princípios fundamentais: a segmentação (todo o indivíduo é capaz de segmentar sinais do fluxo contínuo da língua), a categorização (relativa às formas das palavras e das suas categorias sintáticas), a combinação (capacidade de criar estruturas sintagmáticas) e a interpretação (atribuição de um significado a palavras e frases de acordo com as convenções estabelecidas)." (1)

ana lúcia silva terra


(1) TERRA, Ana Lúcia Silva – As políticas de informação e de comunicação da União Europeia: uma leitura diacrónica e exploratória no âmbito da ciência da informação [Em Linha] Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2008. [Consult. 13 Apr. 2011 02.43]. Disponível em WWW: https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/11215/3/Ana%20Terra_tese.pdf pg. 62.